{"id":15550,"date":"2026-02-25T19:33:24","date_gmt":"2026-02-25T22:33:24","guid":{"rendered":"https:\/\/jeffersonisac.adv.br\/index.php\/2026\/02\/25\/camara-aprova-acordo-de-comercio-entre-mercosul-e-uniao-europeia\/"},"modified":"2026-02-25T19:33:24","modified_gmt":"2026-02-25T22:33:24","slug":"camara-aprova-acordo-de-comercio-entre-mercosul-e-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jeffersonisac.adv.br\/index.php\/2026\/02\/25\/camara-aprova-acordo-de-comercio-entre-mercosul-e-uniao-europeia\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara aprova acordo de com\u00e9rcio entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Acordo foi votado no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados<\/div>\n<\/div>\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo provis\u00f3rio de com\u00e9rcio <span class=\"termoGlossario\">Mercosul<\/span>-Uni\u00e3o Europeia, com previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de tarifas de importa\u00e7\u00e3o para diversos setores dentro de um cronograma de desonera\u00e7\u00e3o de at\u00e9 18 anos para certos produtos. O texto ser\u00e1 enviado ao Senado.<\/p>\n<p>O acordo provis\u00f3rio (ITA, na sigla em ingl\u00eas) foi assinado em janeiro deste ano juntamente com o acordo mais global, que incorpora esta parte comercial (ITA) mais as partes pol\u00edtica e de coopera\u00e7\u00e3o. O texto tramita na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41\/26 e foi relatado em Plen\u00e1rio pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP).<\/p>\n<p>O relator defendeu a aprova\u00e7\u00e3o do texto que, segundo ele, \u00e9 uma decis\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 comercial, mas sobre o futuro econ\u00f4mico do Brasil. &#8220;N\u00e3o vamos votar apenas um texto. Vamos votar qual ser\u00e1 o tamanho do Brasil no mundo&#8221;, disse Marcos Pereira.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente da C\u00e2mara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprova\u00e7\u00e3o do acordo far\u00e1 o Brasil confirmar sua voca\u00e7\u00e3o exportadora. &#8220;Hoje a nossa Casa escreve um cap\u00edtulo decisivo para nossa inser\u00e7\u00e3o no mercado global&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Segundo Motta,\u00a0o per\u00edodo de negocia\u00e7\u00e3o do acordo foi mais que suficiente. &#8220;Agora \u00e9 hora de colher os frutos, de destravar o desenvolvimento e colocar o Brasil no topo da agenda comercial do mundo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Motta lembrou que eventuais ajustes no acordo ser\u00e3o conduzidos pelo Itamaraty e outros minist\u00e9rios competentes, &#8220;sempre com o Congresso vigilante&#8221; para defender a soberania do pa\u00eds e o produtor nacional.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancias na Europa<\/strong><br \/>\nEm raz\u00e3o de as normas da Uni\u00e3o Europeia exigirem que o acordo completo seja referendado pelos Parlamentos de todos os atuais 27 Estados-membros, deu-se prefer\u00eancia apenas \u00e0 parte comercial, que precisa do aval somente do Parlamento Europeu.<\/p>\n<p>Mas o Parlamento Europeu remeteu o texto \u00e0 Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia, que poder\u00e1 demorar at\u00e9 dois anos para avaliar a legalidade do acordo. Fran\u00e7a, Hungria, \u00c1ustria e Irlanda foram contra o texto, em uma vota\u00e7\u00e3o com 334 votos favor\u00e1veis \u00e0 an\u00e1lise jur\u00eddica e 324 contr\u00e1rios a ela.<\/p>\n<p>O argumento da maioria desse Parlamento \u00e9 que o acordo \u201creduz medidas de auditoria e controle das importa\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas vindas do Mercosul\u201d.<\/p>\n<p><strong>Vig\u00eancia imediata<\/strong><br \/>\nApesar da pol\u00eamica no Parlamento Europeu, o Conselho da Uni\u00e3o Europeia, que assinou o acordo, acredita que \u00e9 poss\u00edvel faz\u00ea-lo entrar em vigor mesmo de maneira provis\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para isso, o ITA precisaria de uma primeira aprova\u00e7\u00e3o por parte de um dos Estados-membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai ou Paraguai).<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Marcos Pereira: o acordo vai impactar positivamente o futuro econ\u00f4mico do Brasil<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo o governo brasileiro, o aumento de arrecada\u00e7\u00e3o com as transa\u00e7\u00f5es comerciais dever\u00e1 compensar a perda com impostos de importa\u00e7\u00e3o incidentes da ordem de R$ 683 milh\u00f5es em 2026, R$ 2,5 bilh\u00f5es em 2027 e R$ 3,7 bilh\u00f5es em 2028.<\/p>\n<p><strong>Debate em Plen\u00e1rio<\/strong><br \/>\nO l\u00edder do governo, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), afirmou que o principal benefici\u00e1rio com a aprova\u00e7\u00e3o do acordo ser\u00e1 o Brasil, em especial pela quantidade de produtos brasileiros que entrar\u00e3o no mercado europeu com pre\u00e7os mais competitivos.<\/p>\n<p>Segundo o l\u00edder da <span class=\"termoGlossario\">Maioria<\/span>, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cada R$ 1 bilh\u00e3o que o Brasil exporta para a Europa \u00e9 suficiente para gerar e manter 22 mil empregos no pa\u00eds. Ele tamb\u00e9m comentou que diferentes segmentos da economia, como a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), est\u00e3o a favor do acordo. &#8220;Sabem ganhar dinheiro e est\u00e3o defendendo. Ou seja, vislumbram, concretamente, a possibilidade de ganhar mais dinheiro&#8221;, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o coordenador da Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), defendeu a necessidade de um decreto do Executivo se contrapor \u00e0s medidas de salvaguardas aprovadas no Parlamento Europeu. Essas salvaguardas permitem \u00e0 Comiss\u00e3o Europeia abrir investiga\u00e7\u00e3o sobre a necessidade de se proteger quando as importa\u00e7\u00f5es de produtos agr\u00edcolas considerados sens\u00edveis aumentarem 5% ou se houver queda nos pre\u00e7os internos desses produtos.<\/p>\n<p>O pedido da FPA \u00e9 que haja um decreto do governo federal tamb\u00e9m com salvaguardas brasileiras para se defender das prote\u00e7\u00f5es determinadas pela Uni\u00e3o Europeia. &#8220;Eles n\u00e3o conseguem competir com nosso custo de produ\u00e7\u00e3o e, por isso, o desespero para nos segurar, para nos impedir. E \u00e9 isso que n\u00e3o podemos permitir&#8221;, disse Lupion.<\/p>\n<p><strong>Commodities x industrializados<\/strong><br \/>\nParlamentares de alguns partidos da base do governo, por\u00e9m, alertaram que o acordo \u00e9 assim\u00e9trico porque vai fazer com que o Mercosul exporte commodities, como soja, carne e min\u00e9rio, e a Uni\u00e3o Europeia venda tecnologia com alto valor agregado. &#8220;\u00c9 um erro achar que a Am\u00e9rica Latina vai se desenvolver na l\u00f3gica de vender montanha mo\u00edda&#8221;, disse a deputada Duda Salabert (PDT-MG).<\/p>\n<p>Para o l\u00edder do Psol, deputado Tarc\u00edsio Motta (RJ), o acordo vai refor\u00e7ar uma assimetria entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia. &#8220;Ele \u00e9 fruto do capitalismo que \u00e9 desigual e que vai manter a desigualdade como princ\u00edpio b\u00e1sico. Esse acordo tem a cara das classes dominantes, e n\u00e3o dos povos desses pa\u00edses&#8221;, disse. Ele tamb\u00e9m criticou a aus\u00eancia de san\u00e7\u00f5es em caso de descumprimento das cl\u00e1usulas ambientais previstas no texto.<\/p>\n<p>O l\u00edder do PT, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou, no entanto, que o acordo deve ser celebrado geopoliticamente, economicamente e socialmente porque abre a oportunidade para n\u00e3o perder competitividade e para a ind\u00fastria que o pa\u00eds precisa ter. &#8220;A Europa est\u00e1 construindo o acordo em uma condi\u00e7\u00e3o muito menos competitiva, com exce\u00e7\u00e3o de alguns setores industriais&#8221;, disse Uczai, ao citar o setor da sa\u00fade. Ele lembrou que, nesse caso, houve proibi\u00e7\u00e3o de produtos europeus nas compras p\u00fablicas dos governos do Mercosul.<\/p>\n<p>Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), por\u00e9m, o acordo n\u00e3o serve ao interesse nacional e ao desenvolvimento da ind\u00fastria brasileira. &#8220;Temos de estimular acordos que n\u00e3o condenem a economia brasileira a seguir na periferia do capitalismo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m cr\u00edtica ao texto, a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) afirmou que o acordo condiciona o Brasil como celeiro do mundo e importador de tecnologia agregada.<\/p>\n<p>J\u00e1 o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que o longo tempo de transi\u00e7\u00e3o previsto no acordo vai permitir que a ind\u00fastria brasileira esteja em bases competitivas internacionalmente. &#8220;Dizer que vamos nos condenar a permanecer como pa\u00eds agr\u00e1rio-exportador e exportador de min\u00e9rios \u00e9 um equ\u00edvoco&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o de 718 milh\u00f5es<\/strong><br \/>\nSegundo dados do Sistema Integrado de Com\u00e9rcio Exterior (Siscomex), a Uni\u00e3o Europeia \u00e9 o segundo principal parceiro comercial brasileiro, com uma corrente de com\u00e9rcio de bens de 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (cerca de R$ 518 bilh\u00f5es), com leve super\u00e1vit para os europeus em 2025.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de bens para a Uni\u00e3o Europeia tiveram destaque em 2025 para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (47,4% do total exportado em valores), englobando aeronaves, motores, produtos qu\u00edmicos, equipamentos el\u00e9tricos, autope\u00e7as, pol\u00edmeros pl\u00e1sticos, medicamentos e m\u00e1quinas.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria extrativa ficou com 29% das exporta\u00e7\u00f5es; e a agropecu\u00e1ria com 22,8%, principalmente de caf\u00e9 em gr\u00e3o, farelo de soja, min\u00e9rios de cobre, frutas, carnes salgadas, \u00f3leos essenciais, pol\u00edmeros pl\u00e1sticos, estanho e joias.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Hugo Motta: a aprova\u00e7\u00e3o do acordo far\u00e1 o Brasil confirmar sua voca\u00e7\u00e3o exportadora<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Salvaguardas<\/strong><br \/>\nO envio do acordo pelo Parlamento Europeu para an\u00e1lise da Justi\u00e7a tamb\u00e9m est\u00e1 fundado em diverg\u00eancias regulamentares entre os dois blocos sobre normas sanit\u00e1rias e fitossanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s press\u00e3o de agropecuaristas europeus, que temem queda de pre\u00e7o de seus produtos devido \u00e0 concorr\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es, o Parlamento Europeu aprovou, no \u00faltimo dia 10, a diminui\u00e7\u00e3o de um \u201cgatilho\u201d percentual a ser acionado para proteger seus produtores.<\/p>\n<p>Isso permitiria suspender prefer\u00eancias tarif\u00e1rias se as importa\u00e7\u00f5es de produtos sens\u00edveis (como carne bovina, aves, a\u00e7\u00facar, arroz e mel) do Mercosul aumentarem mais de 5% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia de tr\u00eas anos (em volume). Antes o \u00edndice era de 10% e ser\u00e1 aplic\u00e1vel ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia do pre\u00e7o se inferior ao do mesmo produto no mercado interno da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O acordo provis\u00f3rio prev\u00ea um mecanismo de reequil\u00edbrio com interpreta\u00e7\u00f5es divergentes de ambos os blocos. O governo brasileiro, por exemplo, argumenta que, ap\u00f3s o fechamento do acordo \u201cpol\u00edtico\u201d de 2019, a Uni\u00e3o Europeia adotou legisla\u00e7\u00f5es que romperiam o entendimento da \u00e9poca, cujos termos n\u00e3o foram renegociados na segunda etapa de conversa\u00e7\u00f5es (2023 a 2024).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da mudan\u00e7a no \u201cgatilho\u201d, seria o caso tamb\u00e9m do regulamento da Uni\u00e3o Europeia para produtos livres de desmatamento (EUDR), aprovado em abril de 2023, que poderia prejudicar as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne para a Europa. O regulamento se aplica \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para o Brasil, esses pontos n\u00e3o poderiam ser usados pelos europeus no \u00e2mbito do mecanismo de reequil\u00edbrio, como defendido pelo Parlamento Europeu.<\/p>\n<p>No entanto, a entrada em vigor da norma antidesmatamento foi novamente adiada para o fim deste ano, com poss\u00edvel revis\u00e3o em abril. N\u00e3o h\u00e1 consenso entre os pa\u00edses sobre sua ado\u00e7\u00e3o, que afetaria tamb\u00e9m produtos como cacau, caf\u00e9, soja, \u00f3leo de palma e madeira.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Mecanismo<\/strong><br \/>\nO mecanismo de reequil\u00edbrio permite a uma das partes do acordo solicitar uma compensa\u00e7\u00e3o quando se sentir prejudicada por uma medida aplicada pela outra parte.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s fases longas de consulta e tentativa de acordo, poder\u00e1 ser aberto um processo de arbitragem semelhante ao utilizado no \u00e2mbito da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC).<\/p>\n<p>Se ap\u00f3s todo o processo, a arbitragem decidir a favor de uma parte, esta poder\u00e1 aplicar \u201cretalia\u00e7\u00f5es\u201d, como suspens\u00e3o de benef\u00edcios previstos no acordo, ainda que sobre produtos de outros setores (retalia\u00e7\u00e3o cruzada).<\/p>\n<p><strong>Agrot\u00f3xicos<\/strong><br \/>\nO acordo prev\u00ea o funcionamento de um subcomit\u00ea para as partes dialogarem sobre quest\u00f5es relacionadas \u00e0 cadeia agroalimentar, como bem-estar animal, aplica\u00e7\u00e3o da biotecnologia agr\u00edcola, combate \u00e0 resist\u00eancia antimicrobiana e quest\u00f5es cient\u00edficas sobre seguran\u00e7a dos alimentos, sa\u00fade animal e sanidade vegetal.<\/p>\n<p>Entre os itens de seguran\u00e7a alimentar est\u00e1 o debate sobre informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que justificam o estabelecimento de limites m\u00e1ximos de res\u00edduos de agrot\u00f3xicos nos alimentos.<\/p>\n<p>Os limites exigidos na Europa s\u00e3o superiores aos praticados no Brasil e em outros pa\u00edses do Mercosul e aplicados inclusive para os produtos importados a fim de equiparar as exig\u00eancias com aquelas cobradas dos produtores locais.<\/p>\n<p>No entanto, o subcomit\u00ea n\u00e3o tem for\u00e7a vinculante com qualquer decis\u00e3o sobre mudan\u00e7a regulat\u00f3ria de qualquer pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ainda assim, as partes tamb\u00e9m se comprometem com melhorias legislativas e regulat\u00f3rias que assegurem n\u00edveis elevados e eficazes de prote\u00e7\u00f5es ambiental e trabalhista.<\/p>\n<p>Nesse sentido, um pa\u00eds signat\u00e1rio do acordo n\u00e3o pode diminuir os n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o assegurados pelas respectivas leis e regulamentos ambientais ou trabalhistas a fim de incentivar o com\u00e9rcio ou o investimento.<\/p>\n<p><strong>Compras governamentais<\/strong><br \/>\nQuanto \u00e0s compras em licita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, as empresas de cada pa\u00eds poder\u00e3o participar das contrata\u00e7\u00f5es com per\u00edodos de transi\u00e7\u00e3o de sete anos para proteger compras de menor valor nesse intervalo.<\/p>\n<p>Nas negocia\u00e7\u00f5es, ficou garantido o uso de pol\u00edticas de compensa\u00e7\u00e3o (ou offset) para setores estrat\u00e9gicos. Essa compensa\u00e7\u00e3o, a ser exigida da empresa estrangeira vencedora, pode incluir:<\/p>\n<p>transfer\u00eancia de tecnologia;<br \/>\ngera\u00e7\u00e3o de empregos; e<br \/>\ndesenvolvimento industrial.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, foram exclu\u00eddas da concorr\u00eancia europeia as compras realizadas pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Al\u00e9m disso, ser\u00e1 preservada a possibilidade de encomendas tecnol\u00f3gicas, com manuten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de incentivo a <span class=\"termoGlossario\">micro e pequenas empresas<\/span> e agricultura familiar, al\u00e9m de preserva\u00e7\u00e3o de margens de prefer\u00eancias para produtos e servi\u00e7os nacionais.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 ainda a possibilidade de uso de uma cl\u00e1usula de nega\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios para permitir a uma parte recusar a igualdade de condi\u00e7\u00f5es a empresa da outra parte se ela n\u00e3o exercer atividade comercial significativa l\u00e1 (empresa de fachada).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/606437-conheca-a-tramitacao-de-projetos-de-decreto-legislativo\/\">Conhe\u00e7a a tramita\u00e7\u00e3o de projetos de decreto legislativo<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados Acordo foi votado no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo provis\u00f3rio de com\u00e9rcio Mercosul-Uni\u00e3o Europeia, com previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de tarifas de importa\u00e7\u00e3o para diversos setores dentro de um cronograma de desonera\u00e7\u00e3o de at\u00e9 18 anos para certos produtos. 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