{"id":15837,"date":"2026-03-24T19:26:59","date_gmt":"2026-03-24T22:26:59","guid":{"rendered":"https:\/\/jeffersonisac.adv.br\/index.php\/2026\/03\/24\/sindicatos-citam-saude-e-produtividade-como-argumentos-para-reduzir-a-jornada-de-trabalho-semanal\/"},"modified":"2026-03-24T19:26:59","modified_gmt":"2026-03-24T22:26:59","slug":"sindicatos-citam-saude-e-produtividade-como-argumentos-para-reduzir-a-jornada-de-trabalho-semanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jeffersonisac.adv.br\/index.php\/2026\/03\/24\/sindicatos-citam-saude-e-produtividade-como-argumentos-para-reduzir-a-jornada-de-trabalho-semanal\/","title":{"rendered":"Sindicatos citam sa\u00fade e produtividade como argumentos para reduzir a jornada de trabalho semanal"},"content":{"rendered":"<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Vinicius Loures \/ C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Debate na C\u00e2mara reuniu representantes dos trabalhadores<\/div>\n<\/div>\n<p>Representantes de sindicatos de trabalhadores defenderam nesta ter\u00e7a-feira (24) a redu\u00e7\u00e3o da jornada m\u00e1xima semanal no pa\u00eds como estrat\u00e9gia para melhorar a sa\u00fade mental, o tempo de conv\u00edvio familiar e a efici\u00eancia dos trabalhadores brasileiros. Eles participaram de debate na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos sindicatos, no \u201cmundo ideal\u201d, a redu\u00e7\u00e3o seria das atuais 44 horas por semana para 36 horas. Mas, de maneira un\u00e2nime, afirmaram que apoiam a proposta defendida na semana passada na CCJ pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho: 40 horas semanais, com duas folgas e sem perda salarial.<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerci\u00e1rios do Rio de Janeiro, apresentou dados do &#8220;Atlas Comentado da Escala 6&#215;1&#8243;, revelando que mais de 50% dos trabalhadores sofrem press\u00e3o ou ass\u00e9dio e 33% gastam mais de uma hora e meia di\u00e1ria apenas no tr\u00e2nsito. Para Ayer, essa escala n\u00e3o organiza apenas o emprego, mas &#8221; a vida inteira do trabalhador&#8221;, retirando dele o conv\u00edvio social e a sa\u00fade.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Vinicius Loures \/ C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Ertle defendeu que trabalhador precisa de tempo para fam\u00edlia: &#8220;luta pela vida&#8221;<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cA escala 6&#215;1 n\u00e3o \u00e9 neutra, ela organiza a desigualdade no pa\u00eds. \u00c9 o tempo como eixo da explora\u00e7\u00e3o\u201d, disse. \u201cQuando cruzamos baixo sal\u00e1rio, jornada extensa e deslocamento, o resultado \u00e9 claro: o trabalhador n\u00e3o trabalha seis dias, ele vive em fun\u00e7\u00e3o do trabalho todos os dias\u201d, disse.<\/p>\n<p>Valeir Ertle, da CUT, refor\u00e7ou que a jornada de 44 horas, inalterada desde 1988, contribui para que o Brasil tenha um dos maiores \u00edndices de burnout (esgotamento profissional) do mundo.<\/p>\n<p>&#8220;A produtividade por hora trabalhada aumentou exponencialmente com a automa\u00e7\u00e3o e a IA, mas o ganho n\u00e3o foi compartilhado com a classe trabalhadora&#8221;, afirmou. Ertle tamb\u00e9m defendeu que o trabalhador precisa de tempo para a fam\u00edlia, a religi\u00e3o e o descanso, afirmando que a mudan\u00e7a \u00e9 uma &#8220;luta pela vida&#8221;.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Vinicius Loures \/ C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Paulo Azi, relator, questionou sindicatos sobre os impactos nos custos das empresas<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Impactos<\/strong><br \/>\nA reuni\u00e3o foi proposta pelo deputado Paulo Azi (Uni\u00e3o-BA), relator na CCJ de duas Propostas de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PECs) que pretendem extinguir a escala 6&#215;1 e reduzir a jornada semanal: a PEC 221\/19 prop\u00f5e uma transi\u00e7\u00e3o gradual de dez anos para 36 horas semanais; e a <a class=\"linkProposicao\" href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136412-pec-preve-a-adocao-da-jornada-de-quatro-dias-de-trabalho-para-todos-os-trabalhadores-brasileiros\">PEC 8\/25<\/a> estabelece a mesma jornada, mas com escala 4&#215;3 e implementa\u00e7\u00e3o em um ano.<\/p>\n<p>Azi questionou os debatedores sobre poss\u00edveis impactos na economia, nos custos das empresas e na informalidade. Ele abordou ainda a capacidade de micro e pequenas empresas de absorver as mudan\u00e7as. Por fim, quis saber sobre o risco de engessamento das negocia\u00e7\u00f5es coletivas caso a defini\u00e7\u00e3o da escala seja constitucionalizada.<\/p>\n<p>Em resposta, o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Santos Neto defendeu a redu\u00e7\u00e3o para 40 horas semanais no texto constitucional e a defini\u00e7\u00e3o das escalas por negocia\u00e7\u00e3o coletiva conforme a realidade de cada setor. E contestou previs\u00f5es negativas sobre a economia. Segundo ele, as empresas focam em custos num\u00e9ricos e planilhas, ignorando o burnout e problemas de sa\u00fade mental causados por jornadas excessivas. \u201cJornada excessiva gera custos ocultos, como indeniza\u00e7\u00f5es e perdas de produtividade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio dos Santos Neto apresentou um caso pr\u00e1tico de sucesso no pa\u00eds: o setor de TI em S\u00e3o Paulo, que opera h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada com 40 horas semanais e escala 5&#215;2. Segundo ele, a experi\u00eancia resultou em ganhos de produtividade e maior procura por profissionais, provando que efici\u00eancia econ\u00f4mica e dignidade social s\u00e3o complementares.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Vinicius Loures \/ C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Ant\u00f4nio Santos contestou previs\u00f5es negativas e afirmou que impactos poder\u00e3o ser ajustados por acordos<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Competitividade<\/strong><br \/>\nFrancisco Canind\u00e9, da Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores trouxe uma perspectiva de mercado global, afirmando que a redu\u00e7\u00e3o da jornada \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica de competitividade. Ele argumentou que pa\u00edses desenvolvidos est\u00e3o exigindo cada vez mais que as empresas brasileiras comprovem responsabilidade social para aceitar seus produtos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s queremos justamente trazer, de forma concreta e objetiva, com pesquisas e com indicadores, que em muitos pa\u00edses europeus, uns por lei, outros por negocia\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho trouxe bem-estar social, produtividade e responsabilidade social empresarial\u201d, disse.<\/p>\n<p>Canind\u00e9 citou um estudo feito no Reino Unido (<em>4 Day Week Global<\/em>) que testou 3 mil trabalhadores. Segundo ele, 80% dos l\u00edderes empresariais consideraram a transi\u00e7\u00e3o para 4 dias \u00fateis bem-sucedida, com redu\u00e7\u00e3o de estresse, fadiga, ins\u00f4nia e melhorias na sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinicius Loures \/ C\u00e2mara dos Deputados Debate na C\u00e2mara reuniu representantes dos trabalhadores Representantes de sindicatos de trabalhadores defenderam nesta ter\u00e7a-feira (24) a redu\u00e7\u00e3o da jornada m\u00e1xima semanal no pa\u00eds como estrat\u00e9gia para melhorar a sa\u00fade mental, o tempo de conv\u00edvio familiar e a efici\u00eancia dos trabalhadores brasileiros. 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