{"id":2968,"date":"2023-10-16T21:52:37","date_gmt":"2023-10-17T00:52:37","guid":{"rendered":"https:\/\/jeffersonisac.adv.br\/index.php\/2023\/10\/16\/debatedores-defendem-integracao-entre-educacao-profissional-e-mercado-de-trabalho\/"},"modified":"2023-10-16T21:52:37","modified_gmt":"2023-10-17T00:52:37","slug":"debatedores-defendem-integracao-entre-educacao-profissional-e-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jeffersonisac.adv.br\/index.php\/2023\/10\/16\/debatedores-defendem-integracao-entre-educacao-profissional-e-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Debatedores defendem integra\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o profissional e mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o promoveu debate sobre o tema nesta segunda-feira<\/div>\n<\/div>\n<p>Ao discutir a educa\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica em audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados, especialistas ressaltaram a necessidade de aumentar a oferta de cursos e promover a intera\u00e7\u00e3o entre escola e setor produtivo. Hoje no Brasil, apenas 11% dos jovens frequentam cursos t\u00e9cnicos, enquanto a m\u00e9dia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) \u00e9 de 38%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, conforme a vice-presidente da C\u00e2mara de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE), Suely Menezes, h\u00e1 um descompasso entre o que o mercado de trabalho exige e a forma\u00e7\u00e3o oferecida aos alunos.<\/p>\n<p>Como isso, ocorre o que classifica como um paradoxo no mercado de trabalho brasileiro. Por um lado, 28% dos jovens est\u00e3o desempregados. Por outro, 81% das empresas n\u00e3o conseguem preencher vagas que exigem alguma qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>\u201cTem vagas e tem alunos, s\u00f3 que esses alunos n\u00e3o conseguem preencher essas vagas. N\u00f3s n\u00e3o come\u00e7amos pensando educa\u00e7\u00e3o, temos que primeiro olhar o mercado, olhar a sociedade, olhar as tend\u00eancias para poder desenhar os nossos curr\u00edculos\u201d, disse Suely Menezes.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Suely Menezes: por falta de qualifica\u00e7\u00e3o, alunos n\u00e3o conseguem preencher todas as vagas<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Novo modelo<\/strong><br \/>\nOutra maneira de melhorar a intera\u00e7\u00e3o entre forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e setor produtivo, segundo os especialistas, seria criar os chamados itiner\u00e1rios formativos. Nesse modelo de ensino, o aluno pode seguir uma mesma forma\u00e7\u00e3o desde o ensino b\u00e1sico at\u00e9 os n\u00edveis superiores, de acordo com as pr\u00f3prias possibilidades, e adaptar essa forma\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas do mercado ao longo do percurso.<\/p>\n<p>O diretor-geral do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Felipe Morgado, destaca que a mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica torna essa flexibilidade na forma\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cExiste um consenso de que o mundo do trabalho est\u00e1 sendo muito impulsionado pelas tecnologias, pela digitaliza\u00e7\u00e3o e pela sustentabilidade. O futuro do trabalho estando incerto, a gente tem de discutir mais carreira e menos aquela vaga, aquele posto no mercado de trabalho. A gente tem de fazer uma forma\u00e7\u00e3o mais completa, temos de incentivar a aprendizagem ao longo da vida e engajar o setor produtivo nesse aspecto\u201d, afirmou.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Gustavo Alves de Souza: forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica pode reduzir vulnerabilidade social dos jovens<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Inclus\u00e3o social<\/strong><br \/>\nPara o chefe de gabinete da Secretaria Executiva do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Gustavo Alves de Souza, a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica tamb\u00e9m representa uma possibilidade de reduzir a vulnerabilidade social da juventude. Segundo Gustavo Souza, dos cerca de 96 milh\u00f5es de brasileiros inscritos no cadastro \u00fanico da assist\u00eancia social, quase 14 milh\u00f5es s\u00e3o jovens entre 16 e 24 anos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Souza, o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social mant\u00e9m cerca de 30 conv\u00eanios com grupos econ\u00f4micos dispostos a contratar pessoas inscritas no cadastro. No entanto, h\u00e1 necessidade de forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dessa popula\u00e7\u00e3o para que seja contratada.<\/p>\n<p>O deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), que prop\u00f4s o debate na Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o, considera fundamental oferecer forma\u00e7\u00e3o a esses jovens do cadastro \u00fanico para romper o ciclo familiar de pobreza e desigualdade.<\/p>\n<div class=\"image-container\">\n<div class=\"midia-creditos\"><em>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados<\/em><\/div>\n<div class=\"media-wrapper\"><\/div>\n<div class=\"midia-legenda\">Reginaldo Veras: educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para romper ciclo familiar de pobreza<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cQuando o Bolsa Fam\u00edlia nasceu l\u00e1 atr\u00e1s, ele tinha alguns crit\u00e9rios para receber, e as fam\u00edlias tinham que dar algum retorno \u2013 vacinar os filhos, manter o menino na escola \u2013, mas uma das etapas do Bolsa Fam\u00edlia nunca efetivamente foi concretizada, que era a qualifica\u00e7\u00e3o daqueles que dependiam [do programa]. Se a gente n\u00e3o conseguiu qualificar os pais, temos que criar mecanismos para qualificar os filhos. \u00c9 a \u00fanica forma de quebrar o ciclo vicioso da depend\u00eancia do Estado, o ciclo vicioso da pobreza e da mis\u00e9ria&#8221;, disse o deputado.<\/p>\n<p>De acordo com a diretora-presidente da Brasiltec, Cleunice Matos Rehem, pesquisas mostram que, quando um jovem \u00e9 formado e ingressa no mercado de trabalho, a renda familiar aumenta em cerca de 38%.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o promoveu debate sobre o tema nesta segunda-feira Ao discutir a educa\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica em audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados, especialistas ressaltaram a necessidade de aumentar a oferta de cursos e promover a intera\u00e7\u00e3o entre escola e setor produtivo. 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